terça-feira, agosto 28, 2007

Erotismo após....

O BOM VICIO DE SER FELIZ SEXUALMENTE, DEPOIS DOS 55


cada um pode estabelecer o seu próprio conceito de idoso é-se velho quando se diz: suponho que estou velho



não existe, idade na qual a actividade sexual, os pensamentos sobre sexo ou o desejo acabem





Um idoso que desvie-se do estereótipo e que reclame uma vida sexual activa é considerado como " um louco” “um homem degradante", mesmo que ainda possua capacidades físicas para as obter. Porém o idoso é relutante em verbalizar os seus sentimentos sexuais com receio de ser considerado como " depravado ou luxurioso" o que continua a cristalizar o mito do ser assexuado que é o idoso.


A ideia de que as pessoas idosas também possam manter relações sexuais não é culturalmente bem aceite, preferindo-se ignorar e fazer desaparecer do imaginário colectivo a sexualidade da pessoa idosa.

Muitas pessoas têm dificuldade em acreditar que as pessoas mais velhas são seres sexuais, possivelmente porque isso seria aceitar que os seus pais possuem interesses sexuais...






Apesar dos preconceitos, a velhice conserva a necessidade psicológica de uma actividade sexual continuada, não existindo pois, idade na qual a actividade sexual, os pensamentos sobre sexo ou o desejo acabem .


Devido ao desconhecimento e à pressão cultural, numerosas pessoas, nas quais é intenso o desejo sexual, experimentam um sentimento de culpa e vergonha, chegando a crer-se "anormais e aberrantes" pelo simples facto de se aperceberem com vontade do prazer.

Nos idosos a função sexual está comprometida, em primeiro lugar pelas mudanças fisiológicas e anatómicas do organismo produzidas pelo envelhecimento.
Mas de um modo geral na ausência de doenças , apesar das mudanças fisiológicas e anatómicas produzidas, tanto os homens como as mulheres podem continuar a desfrutar da relação sexual. E segundo os psicólogos Gomes, Albuquerque e Nunes (1987) a regularidade sexual ao longo da vida e um bom estado de saúde física e mental são as grandes determinações duma vida sexualmente activas depois dos 60 anos .

Aliás até possui vantagens o facto de se ser activo sexualmente pois: existe um retardamento da alteração dos órgãos genitais; mantêm as secreções vaginais; permite o retardamento do estreitamento do orifício valvular; leva as mulheres e os homens a cuidarem mais do seu corpo; obriga a higiene do corpo e das zonas genitais; fortalece a auto-estima; diminui os estados depressivos; apazigua o stresse relacional; permite o bem estar pessoal e muito mais...

Uma área tabu da sexualidade diz respeito ao estereótipo de poder ser praticada em lares e instituições o que provoca que os idosos vivam em estado de celibato. Isto dever-se-á ao facto da existência de conceitos relacionados com a ignorância, crenças, mitos do pessoal técnico dessas instituições acerca da sexualidade dos idosos assim como da sua própria. A atitude de pessoal que dirige as instituições costuma por vezes ser extremamente conservadora, criando dificuldades acrescidas aos que aí residem. Esta atitude juntamente com a falta de espaços e condições adequadas fazem com que seja praticamente impossível viver qualquer forma de sexualidade dentro delas.

A adaptação comportamental do casal, no que se refere ao sexo, é a solução para a manutenção da potência sexual. As mudanças físicas do processo de envelhecimento raramente são capazes de impedir a função sexual de modo completo.


Os casais com envolvimento afectivo importante e relacionamento harmonioso, que desenvolvem muito contacto íntimo e cuidados mútuos e que se importam com o prazer um do outro, tendem a adaptar-se melhor ao declínio natural .
A sexualidade não sendo só genitalidade mas também afectividade revela a troca de afectividade entre dois seres.

Assim será necessário devolver ao corpo o prazer de funcionar , o prazer de comunicar emoções. Apesar do envelhecimento ser um processo natural , uma vida activa do idoso contribui para atenuar os seus efeitos físicos, psíquicos, sociais e sexuais na sua plenitude.

Envelhecer é um privilégio. Existem é certo, limitações que o tempo inevitavelmente faz aparecer, contudo o nosso pensamento que condiciona as nossas atitudes pode promover a fruição de sentimentos de auto-estima, de pertença e de harmonia futura.



( artigo de Raquel figueiredo publicado na revista Bons Vicius)

sexta-feira, agosto 24, 2007

O futebol e o sexo

O Futebol e o Sexo!
O bom ou mau vício, depende do adepto...

O Futebol é em Portugal um fenómeno social e a sexualidade é um elemento inerente a todo Ser humano.
O futebol, jogo entre duas equipas constituídas, cada uma, por onze jogadores com o objectivo de meter uma bola na baliza do adversário, mantêm acesso o espírito das claques.
O Futebol caracterizou-se desde cedo por ser uma esfera para ‘macho heterossexual’, regendo-se contra a sensualidade e uma certa feminilidade masculina.
Os homens eram pressionados a dominar a sua sexualidade, enfocando a sua virilidade num desporto rude, em que o objectivo seria dominar o corpo através do futebol.
As sociedades patriarcais e falocentricas como as típicas do sul da Europa, apoiam-se psicologicamente, culturalmente, sociologicamente, economicamente numa exacerbação de tudo aquilo que se vincula à figura do macho.
Esta exacerbação pelo falo (pelo pénis) encontra-se essencialmente nas sociedades mais directamente ligadas aos antigos greco-romanos: portugueses, espanhóis, italianos, árabes e todas as sociedades ao longo da bacia do Mar Mediterrâneo.
Este narcisismo centrado no falo, na virilidade, nos aspectos psicofísicos viris seria um dos sustentáculos do machismo nestas culturas, bem como do homoerotismo.
Assim podemos encontrar de forma difusa ou não certos graus de homoerotismo masculino, hipervalorizando o aspecto erótico do homem, exemplo disso são as manifestações patentes no Futebol.

O homoerotismo no Futebol é muitas vezes um investimento libidinal, da parte dos jogadores, já que eles culturalmente simbolizam o masculino através do Futebol – quase como que este desporto estivesse directamente associado à masculinidade.
O futebol permite estabelecer relações entre dois grupos de homens, os que vêem e os que jogam...
É talvez o único espaço onde a afectividade entre homens é admitida, diferentemente do que acontece no dia a dia. O estádio seja ele qual for, permite o estabelecimento de trocas de afectos, de energia, de pulsão, de camaradagem e sensação de pertença a um grupo.
Ao contrário do que acontece entre as mulheres, em que são permitidas diversas demonstrações de afecto e interacções físicas, aos homens só é permitido que se toquem para dar apertos de mão, ou para lutarem. “Homem que é homem não toca noutro homem”.

Esta afabilidade masculina quase sempre contida, quando permitida é logo expressa de uma forma expansiva, eufórica, gritante, espontânea.
Logo o futebol pode ser encarado como um catalizador dessa afectividade reprimida.
É igualmente notório a repulsa, agressividade e violência para com os adeptos dos grupos rivais que quase sempre se fazem acompanhar de adjectivos como ‘bicha’ e outros de conteúdo mais explícitos. Ou seja, a feminilização do outro é recorrente. O outro é assim destruído-aniquilado-sodomizado como forma de ‘diversão’.
O futebol caracteriza-se como um ritual colectivo com o culto a um determinado tipo de masculinidade.

Assim o futebol é muito mais do que um jogo servindo como expressão simbólica, em que as significações do jogo de Futebol ultrapassam os famosos e longos 90 minutos – sendo um espaço de interacções entre pessoas prevalentemente do sexo masculino.
Igualmente aceite e ironicamente dito em piadas é o facto de que quando a equipa futebolística perde quem acaba por ganhar é a mulher: “um olho negro”.

É facto aceite de que o macho viril tem que descarregar a sua tensão negativa nalgum alvo.
Portanto, o DESPORTO REI não é apenas um desporto mas funciona como um pilar organizador de relações sociais, um codificador das condutas masculinas com regras de sociabilidade e fidelidade entre homens, que permite exercitar o convívio entre iguais; com códigos de símbolos e palavras que deixam qualquer mulher não habituada a vê-lo na televisão bastante confusa.

Por outro lado o futebol também funciona como catarse para algum público feminino. Futebolistas como David Beckhamn, Luís Figo, Simão, Vítor Baia, Nuno Gomes, Ronaldo, Zidane, Raul, levam muitas mulheres a sonhar com estas estrelas dos pés dourados com penteados da última moda, carros supersónicos, contas bancárias astronómicas e a outras até a gritarem pela equipa do coração.

Existe o campeonato Mundial e o Europeu.
Existem o campeonato da liga e a champions league. Existe a taça de Portugal e a taça uefa !!! ufa !!

Lá dentro várias equipas dentro de estádios disputam um triunfo, um símbolo de potência e virilidade.
Apalpões dissimulados, olhares de tigre, palavras ao ouvido, convites para irem a locais bem insólitos , é esta a linguagem existente num campo verdejante sob forte holofotes!

Cá fora as esposas, namoradas e concubinas destes novos ricos exibem as últimas modas e tendências.
Vão a desfiles, aparecem nas revistas a mostrar as suas vivendas de luxos com os seus filhos. Vão para o estrangeiro a divulgarem o melhor que existe em Portugal !!! hummmm !! vão ao supermercado nos últimos modelos das marcas mais caras de carros !
Ficam sem ver os seus maridinhos durante a temporada em que os meninos jogadores estão em abstinência total !! fazer sexo antes do jogo cansa muito os jogadores...não sou eu que o digo!!!

A média aponta-nos constantemente coscuvulhices acerca de um mega patrão do futebol e da sua concubina! Os confrontos constantes de ambas as partes invade-nos o nosso doce lar !
Antes a história de contos de fadas de uma pobre menina lourinha desamparada num bordel arrebatada por um mega morcão era capa de revista e até dos nossos melhores jornais. O facto de um senhor já de cabelos brancos, respeitado e temido, andar embasbacado por uma doce menina era tema de conversa de todo o tuga! Bem, nada mais do que um homem e uma mulher estarem apaixonados !! O problema era sobretudo envolver um negócio absurdo e astronómico e com alguns pontos de interrogação, em que tudo tem que ser notícia! O facto de este senhor fazer sexo com uma menina desamparada era avassalador ! e mais avassalador é o facto de esta menina desamparada escrever um livro a contar todos os segredos íntimos do leito !

Mas isto não é o que acontece com muitos casais quando se separaram ou divorciam ?Lavar a roupa suja !!!

Também não nos podemos esquecer aquando do campeonato Mundial da existência de um mega-bordel de 3000 m2, com capacidade para acolher 650 clientes, construída ao lado do principal estádio do Campeonato do Mundo de Berlim, assim como “cabanas do sexo” que permitiram aos adeptos libertar o stresse da vitória ou da derrota e demonstrar a sua capacidade de macho viril.

Face ao elevado número de adeptos cerca de 40 000 mulheres da Europa Central e da Europa de Leste foram “convidadas” para servir sexualmente os milhões de espectadores.

Do outro lado tivemos uma campanha publicitária Suiça em que formosos suíços semi-nus tentaram atrair o público feminino para as suas belas paisagens, já que os seus maridos estiveram demasiados ocupados com o futebol.

O futebol movimenta tensões libertadas na arena e fora dela. Até quando ?

( parte deste post foi retirado do artigo de Raquel Figueiredo, publicado na revista Bons Vicius)









sexo levado a público

sexta-feira, agosto 17, 2007

Complexidade da Sexualidade feminina ! Os príncipes encantados

É necessário compreender que determinados comportamentos, e no caso presente, comportamentos sexuais, se integram ou não se integram no dinamismo da construção da personalidade da mulher .
No que se refere à expressão de desejo e do orgasmo, até ao início deste século, as mulheres que sentissem ou expressassem tais necessidades eram consideradas portadoras de algum tipo de psicopatologia, necessitando de acompanhamento psiquiátrico. Posteriormente com o passar dos anos o desejo e o orgasmo feminino passaram a ser uma possibilidade.
A partir dos anos 60, a actividade sexual, voltou-se mais para as realizações de prazeres pessoais; a reprodução não mais possuía, como anteriormente, valor incondicionalmente positivo, em função da preocupação com o aumento populacional.
Porém continua-se a afirmar e a teorizar que os homens tendem a sexualizar e as mulheres a romantizar as experiências de desejo sexual.
Culturalmente, socialmente e até individualmente acredita-se e divulga-se que, para todos os homens o desejo sexual nasce do acto físico do sexo e que, para TODAS as mulheres o desejo sexual e a própria satisfação sexual estão na base do amor e da intimidade emocional .
Ou seja a tal procura incessante que todas nós mulheres devemos fazer: Procurar o tal príncipe encantado, montado num cavalo branco. Esse cavaleiro fará a mulher muito feliz para sempre ... Mas e o sexo? Que história encantada permite que a mulher saiba que esse príncipe encantado afinal não se transformou num sapo ?
Afinal só sabemos é que eles viveram felizes para sempre! Nunca saberemos se a Cinderela, a Bela adormecida, a Xerazade, (a contadora de histórias encantadas das Mil e uma noites, que com seu poder discursivo, encantou e transformou o rei Xerir ), a princesa Fiona ( do filme Shrek), a Branca de neve, a Julieta, e tantas outras personagens da literatura e dos filmes, foram sexualmente satisfeitas...
Até há bem pouco tempo, representou-se a mulher em figuras femininas que se destinaram apenas à entrega total, e ao amor e colaboraram subservientemente para a construção do macho.
Nessas histórias da carochinha (já que João Ratão caiu no caldeirão ) no encontro dessas personagens, somos levados a acreditar que se surpreenderam num amor repentino, fora da norma, que deixaram-se levar pela paixão, sendo obrigadas a lutar contra terríveis dificuldades para ficarem juntos.
Existe algo de mágico e de fantástico nesses contos que deixa as mulheres sonhando acordadas, desejosas de um príncipe que resolva tudo nas suas vidas por amor. Esse encanto vem da correnteza de acontecimentos que, mesmo através de desvios tortuosos, arrasta tudo até a um final maravilhosamente feliz.
Ou seja, esta forma de contar uma história acaba revelando, nas entrelinhas, de forças mais poderosas que as tradições e os deveres sociais, por mais opressores e permanentes que estes pareçam. E demonstra que essas forças arrastam as duas pessoas apaixonadas por um rio de acontecimentos, tentativas variadas até finalmente desembocar na felicidade.
Acreditar, mesmo que por poucos instantes de leitura ou de visionamento de um filme, que a vida pode-nos arrastar para uma paisagem maravilhosa, onde a mulher será amada e respeitada, e o homem será um santo homem que a fará feliz essa é, talvez uma das funções das histórias de amor.

Porém muitas das mulheres deste país julgam que nunca poderão ser felizes no amor e/ou sexo, no mundo real das contas a pagar, nas casas que não são palácios mas o máximo do luxo é um T5 com 2 lugares de garagem, nos relacionamentos em que a falta de conversa, a rotina, o futebol ao domingo e a telenovela todos as noites, conduzem a um INFELIZES-PARA-SEMPRE, se não forem capazes antes de criar uma imagem de felicidade - uma imagem de fantasia...de que um dia vai tudo correr bem...
Lá, no mundo do faz-de-conta, a felicidade pode ser perfeita e maravilhosa, mas o pior surge quando se constata com a realidade vivida todos os dias.
Hoje as mulheres talvez ainda procurem o seu príncipe encantado, mas quando encontram algo semelhante a esse fenómeno largam-no mais facilmente aos vários sinais de coachar do sapo do que as suas mães ou avós.
Assim a princesa (que todas as mulheres se julgam) vai procurando um príncipe que mais ou menos aceda a esse mundo imaginário de felicidade; o problema é que quando as dificuldades, a acomodação, o desinteresse, os diferentes ponto de vista, (etc.) surjam sem que se saiba que arma usar...
Ao nível da vida feminina é preciso notar que não é só a parte afectiva, profissional, a lida de casa, o papel de mãe e de esposa, mas também o importante papel da «vida psicosexual» que atravessa fases de educação, de evolução e de amadurecimento (Alferes, 1994) é igualmente fulcral para a princesa se sentir feliz.
A mulher tembém deve ser exigente com o seu príncipe encantado no aspecto sexual!
Ainda que muitas mulheres experimentem períodos de dificuldade relativos à sexualidade sobretudo ao nível da excitação e do orgasmo, a maioria das relações sexuais satisfatórias são funcionais na maior parte.
No entanto também aqui o importante é o julgamento subjectivo de ambos os parceiros.
O certo é que muitas mulheres tendem a considerar de forma significativa o grau de intimidade, relação e razões emocionais quando avaliam o comportamento sexual!
Para a mulher a centralidade do envolvimento emocional ainda é caracterizado como o fundamento das relações sexuais; o interesse sexual requer geralmente algum conhecimento do carácter e algum envolvimento do parceiro. A intimidade poderá resultar algumas vezes em sexo. Ou seja, o príncipe encantado tem que ter muitos mais atributos do que dois palminhos de cara e três de corpo...o que está dentro do pacote conta muito mais...
Na satisfação sexual da mulher contribui a autoconsciência e a aceitação sexual que ela sente em relação ao seu parceiro, interesse, prazer e as preferências sexuais assim como a aceitação da componente física incluindo a imagem corporal.
Uma auto-imagem corporal positiva é importantíssimo pois implica a sensação de que o corpo é merecedor de apreciação, e a sensação de que as zonas erogenas e genitais e as suas respostas físicas são pertença própria e não mero produto do parceiro (vulgo príncipe encantado). Mimem a princesa!
As mulheres com uma satisfação sexual elevada possuem uma elevada satisfação relacional (Lawrance & Byers, 1995); em que a comunicação e a expressão dos desejos sexuais afecta tanto a relação sexual como o próprio relacionamento, pois facilita a proximidade e intimidade relacional.
Normalmente o nível de satisfação sexual baseia-se em dois factores: o grau geral de satisfação obtido com as interacções sexuais actuais com o parceiro; e até que ponto as expectativas relativas ao que deveria ser uma relação sexual correspondem à realidade. Para a maioria dos casais em relação, uma relação sexual satisfatória inclui prazer partilhado e um grau razoável de correspondência de expectativas.
A maturidade da relação afectiva surge com a capacidade de entrar numa relação que respeite a alteridade do parceiro sexual. Encontramos assim o ponto de junção entre o sexo e o afecto; a sexualidade física procura espontaneamente o sexo físico, mas a sexualidade atravessada pelo afecto e pelo apego encontra sexualmente o outro pela mediação do afecto.

(artigo de Raquel Figueiredo, publicado na revista Bons Vicius)











Sonhos das noites de Verão

O Verão chegou...há já mais de 1 mês
Assim como a loucura da ida às praias, da procura das festas-in de verão, dos biquinis, das esplanadas da moda, das discotecas da moda, da roupa da moda...O Verão chegou e sente-se calor ( Tem Dias!!!!) mas também sente-se no ar uma certa ansiedade...
Durante 5 meses o português reclamou pelo calor, pela cerveja gelada na esplanada, pelas filas intermináveis para chegar à praia da moda, pela bela onda, por caminhar na praia, por andar de bicicleta, por a cidade estar vazia já que quase todos rumam ao Algarve... mas também pelos amores de verão.
Verão é a sensação de se puder divertir, de experimentar novas emoções e sensações, relaxar e viver experiências divertidas, e muitas vezes inesquecíveis. Quase como só se pudesse experenciar tais coisas no Verão!!!
Sim, o facto de muitos estarem de férias, e não pensarem no trabalho, em chefes mal dispostos e exigentes, no salário curto, nas filas de trânsito ( para o trabalho) na esposa “mal encarada e tremendamente chata e sempre com dores de cabeça”, no marido com “barriga de cerveja e que já não sorri há séculos”, permite pensar que o VERÃO É OUTRO Planeta ... quase como o ir de férias permitisse apagar todo o resto do ano.
No Verão o Cupido anda no ar, possibilitam-se muitos encontros, há muita música, dança, e corpos semidesnudados. A lua parece mais chamativa!
Adolescentes, jovens e adultos, estão disponíveis para esses fantásticos encontros que no ambiente em que vivem o resto do ano parece não acontecer. Uma das razões para tal acontecer dever-se-á à sensação de liberdade que propicia o envolvimento. Á sensação de distância do território convencional e da rotina do dia –a –dia. A maioria quer apenas curtir o momento e não viver um relacionamento convencional, pelo menos durante esse tempo. O que acontece depois, fica a critério do destino, embora a grande maioria dos envolvidos não se reencontre mais.
O sexo veraneante acontece de uma forma mais imediata, sem restrições, obedecendo-se apenas aos seus impulsos. Nesse caso pode ficar apenas por aquela noite fantasticamente tórrida ou tornarem-se parceiros durante o Verão ou férias. Outros, talvez por serem mais românticos, após se encontrarem, desenvolvem jogos de sedução em busca de afinidades enquanto decidem se querem ou não entregar-se nos braços um do outro. De qualquer forma qualquer que seja o número de parceiros que o momento propiciar é fundamental usar preservativo, pois evitará muitos dissabores de uma eventual DST ( doença transmissível sexualmente), bem como prevenir uma gravidez indesejável, que ocorrem muitas vezes aquando do fulgor das noites de verão.
O Verão é sinónimo igualmente de muita dose de dor cabeça para muitas mulheres. O mundo da moda exige que um corpo feminino não tenha celulite, estrias, gordurinhas, pneus, que tenha uma cintura delgada, que tenha pele de bebe, que tenha um bronzeado espectacular e que consiga sempre vestir a roupa fantasticamente curta e ousada. Assim assistimos a peregrinações fanaticamente religiosas a ginásios, health-cares, solários, clínicas de emagrecimento, centros de estética e mais uma panóplia de “santuários” onde o objectivo é a PERFEIÇÃO DO CORPO.

A mulher vê-se assim subjugada pelo corpo, objecto de desejo sexual, em que parece tudo resultar. O corpo: está riginho; as unhas: na perfeição; a depilação: definitiva; o cabelo : com o corte da moda e nutrido; a cara: sem uma ruga; o peso: perfeito.

Mas o facto de se cuidar do corpo não se signifique que se deva descurar da parte invisível mas que é o motor de arranque de qualquer vida: o sorriso e o bem-estar consigo própria. Isso sim é o Verão da alma!

Ao nível da vida feminina é preciso notar que não é só a parte afectiva, profissional, do culto do corpo, a lida de casa, o papel de mãe e de esposa, mas também o importante papel da vida psicosexual que é igualmente fulcral para todas as princesas se sentirem felizes.

A mulher é Verão, Primavera, Outono e Inverno e os homens têm que ser um pouco mais compreensivos e adaptativos a essas mudanças e alterações. Não é só por estar Verão que qualquer “Zeze Camarinha” terá uma mulher nos seus braços por uma noite fantasticamente tórrida e alucinante.

Na mulher a resposta sexual feminina é muito mais complexa do que a masculina. Envolve decisão, estímulos sexuais adequados , motivação, processamento biológico e psicológico, excitação, desejo sexual, e multiplas razões para iniciar e concordar com a interacção sexual.

(artigo Raquel Figueiredo , publicado na revista Bons Vicius )



Já agora usem muitas camisinhas, preservativos !!!! estamos de férias mas as doenças nunca o estão !!!






O ser humano não sabe estar só !!!

Como se desenrola? vejam bem o video

Aprender a beijar !!! Beijem muito

Vamos falar de sexo ????

Na busca de um "verdadeiro" orgasmo, a mulher procura desesperadamente o seu famoso ponto G e ensina-se através de programas e revistas uma ginástica sexual para melhorar o seu desempenho. O homem observa o tamanho do pénis, apesar de já saber quer através das conversa entre amigas, quer através dos programas e revistas, que o tamanho não é significativo para um melhor desempenho sexual; também em relação à raça, acreditava-se que o homem negro tinha um desempenho maior, hipótese já descartada.
E assim, vamos falando de sexo, significando este falar a indicação de como fazer sexo. Se o fazer não corresponde ao que a ciência diz, procura-se a ciência e todos os manuais e mezinhas para o fazermos na perfeição.
O orgasmo passa a ser democrático, para todos, portanto é necessário alcançá-lo. Para ser sexualmente realizado e feliz, é necessário conseguir-se muitos e bons orgasmos, o orgasmo passa, de um direito, a um dever, o dever do orgasmo.
E dever de todos, visto tratar-se de “democracia sexual”.
Se este direito/dever de ser feliz não ocorre tem-se os sexólogos para salvar, prescrever, receitar, orientar, ensinar, teoricamente (?!)
A sexologia receita como fazer sexo, qual a melhor posição, fala-se nas revistas, na televisão, no cinema, no teatro, no bar e no café; as proibições são minimizadas ou até mesmo inexistentes, o que antes era uma aberração, hoje não é mais. Liberdade sexual? Repressão sexual? Ou proliferação de um discurso sobre sexo?
Exemplo disso é o caso da masturbação, que anteriormente condenada historicamente como uma doença, passa agora a ser aconselhada. O perigo desta prática do prazer (onanista) foi perseguida como uma doença capaz de comprometer toda a espécie humana, deixa de existir, passa de doença para prática saudável, até mesmo necessária. De condenada passou a ser pedagogicamente recomendada.
E se os homens a praticam, porque não as mulheres?
Passamos de um discurso em que só é possível amar outra pessoa, amando a si mesmo já que a sexualidade é uma dimensão e uma expressão da personalidade.
Tocar-nos primeiro e depois tocar no outro..."
"...A sexualidade é fundamental na identificação (é a sexualidade que nos faz sentir bio-psico-social como homens ou como mulheres); na relação amorosa (a sexualidade é uma forma de expressão física do amor e reforça a relação amorosa); no desejo e no prazer (a sexualidade é responsável por desejos extremamente intensos e por um prazer que acompanha os pensamentos e actividades sexuais e na reprodução (é através de relações sexuais que salvo em casos especiais um homem e uma mulher podem gerar um filho);.
A sexualidade contribui então significativamente para o nosso bem-estar e amadurecimento psico-afectivo.
Mas então o que é a felicidade sexual?

(artigo de Raquel Figueiredo, publicado na revista Bons Vicius)
É certo que este filme tem uns aninhos, mas muitos homens ainda acreditam e defendem a teoria...
Valha-nos a Maria e a Crónica Feminina!!!